Vencedora do Concurso Cultural do blog do curso de Pedagogia, 2º lugar, Ranny Vieira de Freitas, aluna do 1º período

1 out

ranny
” Minha bela Índia
Boas lembranças irei guardar das férias: o cheiro, as cores e o aroma deste país tão exótico e rico culturalmente chamado Índia. A alegria de um povo humilde e trabalhador, que chama a atenção pelas suas vestimentas, onde a simplicidade e a vaidade se misturam.   Começando por Mumbai, onde fica a famosa indústria cinematográfica indiana a famosa Bollywood. Percebe-se como os indianos são loucos por cinema. São cartazes espalhados por toda cidade. Como foi bacana ter assistido a um filme hindu. Na verdade, sempre assisti aos filmes bollywoodianos aqui no Brasil, porém foi emocionante poder perceber a reação dos indianos dentro da sala de cinema.

Depois de ter visto mais de três horas de um filme indiano, (sim três horas!), a maioria dos filmes indianos duram em média três horas porque são musicais com a famosa “ dança bollywood ”. Decidi provar o famoso “ Dhal con Roti “ ( legumes com pão indiano ). Um espetáculo, achei o pão delicioso. A culinária indiana é muito rica em especiarias, mas já estou acostumada a comer no templo em que frequento pois sou adepta do “ Hare krishna “ . Talvez para uma pessoa que nunca tenha experimentado comida indiana , esta pode ser bem temperada e apimentada. Meu petisco indiano favorito é a samossa, espécie de empanada recheado com legumes ou verduras ao curry ( especiaria indiana). Depois de ter comido o Roti, decidi voltar para o hotel, pois já passava das sete horas da noite e moças que andam desacompanhadas de seus maridos durante a noite não são bem vistas.

No terceiro dia de viagem, decidi explorar mais a cidade de Mumbai. Foi então que decidi fazer  “ mehndi” ( henna natural indiana) em minhas mãos:  como minhas mãos ficaram lindas adornadas com o mehndi !

O passeio na cidade de Mumbai fez meu coração bater mais forte era como se eu já estivesse na Índia antes. A afinidade que tenho com a cultura indiana é enorme. Tudo o que sei e aprendi para poder viajar foi através do meu amor pela Índia e dos ensinamentos que tive no templo. O que vou sempre guardar em meu coração foi quando caminhando na favela Dharavi, uma das maiores do mundo, tive um real contato com as crianças que ali vivem. São como todas as crianças deste mundo, porém são extremamente amorosas. Sentada ao lado delas comi pepino com sal, pois na Índia é comum crianças lancharem pepino com sal sentadas na rua. A realidade do povo indiano é muito diferente da nossa, brasileira. O trânsito é caótico pessoas e vacas circulam no meio dos carros, principalmente as vacas que caminham livremente por toda a cidade. A vaca na Índia é considerado um animal sagrado por isso muito cuidado para não atropelar uma vaca indiana, pode- se ser preso. Ainda andando e conhecendo a favela Dharavi, vi uma família típica indiana, o pai e a mãe trabalham o dia todo no pequeno negócio da família, enquanto isso seus três filhos brincam com o bode de estimação da família chamado Raja. A senhora Shankar contou- me que a vida em Dharavi não é fácil, mas tem orgulho de ser indiana e poder ajudar o marido a criar os seus três filhos.  As crianças que vivem em Dharavi brincam muito perto do lixo.

No quarto dia de viagem, fui visitar um templo indiano, eles estavam comemorando uma festa tradicional chamada Shivaratri ao Deus Shiva, o mais adorado na Índia, é o Deus da destruição que vêm a renovação. Os hindus acreditam que durante esta festa as orações são mais poderosas e Shiva concederá mais bênçãos. São milhares de pessoas por todo o templo. Depois do templo, a bordo do tuk tuk que é um transporte tradicional indiano, é barato e muito preciso, decidi ir ao shopping Center. Chegando lá, em Mumbai,encarei então novas três horas de um filme indiano. Quando  eram mais ou menos seis horas da tarde, decidi voltar para o hotel pois iria viajar de Mumbai para Goa, que é uma cidade indiana que ainda mantem- se  o português.

No quinto dia de viagem, acordei ás oito e meia da manhã pois meu voo para a cidade de Goa iria sair ás dez horas. Chegando ao aeroporto internacional de Mumbai, Chhatrapati Shivaji, percebi que era hora de despedir- me da cidade. Senti até um friozinho na barriga, tudo o que conheci e vivi em Mumbai ficará para sempre em minha memória. Lembrancinhas para toda família estavam em minha mala porém ainda não havia comprado roupas indianas em Mumbai porque após Goa, a última cidade a ser visitada por mim será Nova Délhi onde fica um grande mercado popular.

Pouco mais de duas horas de viagem já havia chegado em Goa. Ela  foi colonizada pelos portugueses por isso ainda é possível ver traços da língua portuguesa por toda a cidade placas de barbearia e outros comércios escritos ainda em português. A Índia é naturalmente um país bem quente, e em Goa podemos encontrar belas praias um pouco diferente das praias brasileira que estou acostumada.  Primeiramente, decidi ir para o hotel almoçar e descansar para que no dia seguinte possa visitar a praia de Colva. Colva é como se fosse um vilarejo em Salcete, onde fica a famosa praia de Colva.

No dia seguinte, acordei bem cedinho para conhecer a praia de Colva. Nas praias de Goa, pode-se usar biquíni, mas, o topless é proibido. Quando cheguei a praia de Colva, como havia dito, era totalmente diferente das praias aqui do Brasil, alguns homens usam apenas short outros nadavam até de roupas. As mulheres também usavam punjab que é uma roupa tradicional indiana, uma das que mais gosto. Mesmo que o uso do biquíni não seja proibido para não chamar muita atenção, resolvi brincar  e nadar de calças jeans e blusa regata. Passei o dia inteiro na praia de Colva , por que só ficaria em Goa por três dias.

No terceiro e último dia de viagem, acordei por volta das seis e meia da manhã, tomei meu café no hotel e fui para a capital de Goa, Pangim. A viagem durou mais ou menos uma hora. Chegando em Pangim fiz um lanche leve e fui para a igreja da Imaculada Conceição, a missa é em português, como Goa foi colonizada por portugueses, eles trouxeram o catolicismo. As mulheres usam as suas melhores roupas para irem a missa. Quando a missa terminou fui conversar com o padre, que era neto de português. O seu nome de batismo é Pedro Costa . Contei- lhe que sou brasileira e que estava viajando pela Índia. Do pequeno aeroporto de Goa fui para a capital indiana nova Délhi.

Nova Délhi é a capital da Índia, é uma cidade bem desenvolvida . Em Nova Délhi percebi que não havia tantas vacas nas ruas como em Mumbai. O clima em Nova Délhi é bem melhor porque não faz muito calor. Assim que cheguei em Nova Délhi decidi descansar um pouco no hotel para depois ir visitar uma mesquista, o mercado popular dentre outros ponto turísticos de Nova Délhi.  As quatro horas, fui visitar a mesquita de Jama Masjid. Tentei aproveitar ao máximo Nova Délhi porque foi a última cidade indiana a ser visitada por mim e iria apenas permanecer em Nova Délhi por dois dias. Fotos e lembrancinhas é o que não faltam, pois queria guardar a Índia para sempre em meu coração. Depois de ir a mesquita fui passear em um Shopping Center, onde tomei sorvete enquanto passeava no Shopping. As sete horas retornei para o meu hotel pois no dia seguinte teria que acordar bem cedinho, para visitar o memorial de Mahatma Gandhi e comprar roupas no mercado popular.

Gostaria que meu último dia na Índia fosse especial, e foi. O Memorial de Mahatma Gandhi é lindo, tem um lindo jardim com muitas árvores e flores exóticas. Os restos mortais de Gandhi foram cremados neste lugar.  É um lugar bem calmo e achei merecido um grande homem ter um memorial tão privilegiado quanto este. Do memorial de Gandhi fui direto de tuk tuk para o mercado popular chamado Lajpat Nagar. No mercado fiz a festa comprei  vários sáris, mehndi para mãos, punjabs e gopi dress tudo bem baratinho. É preciso ter paciência para andar em Lajpat Nagar porque é como se fosse a nossa feira hippie só que bem maior e com muito mais gente. De volta ao hotel fiz as minhas malas e fui para o aeroporto internacional de Nova Délhi. A caminho do aeroporto pela janela do taxi emocionei- me ao dizer adeus para a Índia. O amor que tenho por este país é incondicional. Muitas pessoas veem pobreza e sujeira na Índia, mas para aqueles que tem bondade no coração verão que a Índia é muito mais do que isso. A Índia é cultura, é alegria, é humildade, é respeito. Esta é a minha bela Índia.”

Ranny Vieira Freitas

Marianela Costa Figueiredo ( administradora do blog do curso de Pedagogia)

2 Respostas to “Vencedora do Concurso Cultural do blog do curso de Pedagogia, 2º lugar, Ranny Vieira de Freitas, aluna do 1º período”

  1. Luana outubro 6, 2013 às 8:11 pm #

    Amei a redação da Ranny, muito boa e privilegiada poder ir para Ìndia, eu gostaria que ela tivesse postado fotos, pois lendo cada trecho tive que usar minha imaginação, mas queria ver a realidade através das imagens. Beijos Ranny e muito obrigada por ter colocado sua experiência falou muito em meu coração.

  2. Camila outubro 7, 2013 às 2:51 pm #

    Como a Luana acredito que faltou fotos para que ficasse ainda mais enriquecida, mas apesar disto ficou muito boa, com muitos detalhes ,que a tornaram emocionante e nós fez sentir vontade de conhecer o lugar.

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