As lições da Finlândia para o Brasil

2 jun

Enquanto a Campanha Nacional pelo  Direito à Educação realiza, em parceria com a Faculdade de Educação da USP  (Universidade de São Paulo) o importante seminário “Nem herói, nem culpado.  Professor tem que ser valorizado”, a diretora do Ministério da Educação da  Finlândia, Jaana Palojärvi, visita o Brasil. Como não poderia ser diferente, a  presença da gestora finlandesa por aqui tem causado certo frisson. Seu  país, no curso dos últimos anos, tem sido a principal referência no PISA  (Programme for International Student Assessment ou Programa Internacional de  Avaliação de Estudantes), da OCDE (Organização para a Cooperação e  Desenvolvimento Econômico). E, diante disso, ninguém resiste à pergunta: qual é  o segredo da Finlândia?

Segundo Jaana Palojärvi, o sucesso finlandês no  PISA não tem nada a ver com métodos pedagógicos revolucionários, uso da  tecnologia em sala de aula ou exames gigantescos como Prova Brasil, Enem ou  Enade. Pelo contrário: a Finlândia dispensa as provas nacionais e aposta na  valorização do professor e na liberdade para ele poder  trabalhar. Adicionalmente, segundo matéria do portal G1, na Finlândia a  educação é gratuita, inclusive no ensino superior. A jornada, de 4 a 7 horas, é  relativamente curta para os padrões europeus. E os alunos não têm muita lição de  casa. “Também temos menos dias letivos que os demais países, acreditamos que  quantidade não é qualidade”, diz Jaana.

A gestora educacional considera  que duas reformas foram responsáveis pela melhoria da educação finlandesa: uma  na década de 1970 e outra nos anos 1990. Na década de 70 a educação ganhou  centralidade na agenda pública nacional. Já a partir do início da década de 90,  o sistema educacional foi descentralizado. Os municípios, escolas e,  principalmente, os professores passaram a ter mais autonomia, recebendo  condições adequadas de trabalho. “Fé e confiança têm papel fundamental no  sistema finlandês. Descentralizamos, confiamos e damos apoio, assim que o  sistema funciona. O controle não motiva o professor a dar o melhor de si. É  simples, somos pragmáticos, gostamos de coisas simples.”Leia mais…

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/blog-daniel/as-licoes-da-finlandia-para-o-brasil-289995-1.asp

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