Livros didáticos passam a explorar mais a cultura negra

19 nov

O tratamento dado aos negros nos livros didáticos de História, distribuídos pelo Governo do Estado nas escolas públicas mineiras, mudou. As imagens de escravos amarrados em troncos ou usados como moedas de troca estão cada vez mais distantes das salas de aula. Mas ainda há algumas publicações com desenhos e textos que subjugam os negros. É o que aponta o relatório preliminar de uma pesquisa feita pelo Núcleo de Estudos da Cultura Africana e Afro-brasileira (Neab), do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste-MG), no Vale do Aço. As conclusões do estudo serão encaminhadas, no próximo ano, para avaliação do Ministério da Educação (MEC), por meio do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD).

A pesquisa “O negro e sua história nos livros didáticos” começou a ser feita pelo Neab em fevereiro deste ano. O objetivo é analisar, principalmente, as alterações no conteúdo dos livros de História adotados pelas escolas mineiras após a implantação da Lei nº 11.645, de março de 2008. A lei estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, incluindo no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do estudo da história e da cultura afro-brasileira. (…)

Terá início a segunda etapa do estudo, que vai avaliar como o novo conteúdo didático é explorado pelos professores nas salas de aula do município. “Deve ser a etapa mais difícil do trabalho, porque sabemos que há uma carga ainda muito grande de preconceito nas salas, e que nem mesmo alguns profissionais da educação sabem lidar com o assunto”, diz o mestre Jezulino Lúcio.

Clipping Educacional, 18/11/2011

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Nenhuma resposta to “Livros didáticos passam a explorar mais a cultura negra”

  1. ÍTALA novembro 22, 2011 às 8:18 pm #

    O que vem de fora é que é bom. O que os outros têem é o melhor. É por isso que tão pouco sabemos e temos contato com a história negra e cultura afrodescente.
    Por meio de maior inserção do tema nas salas de aula, e maior abrangência do tema pela própria mídia, que aumentará a popularidade do assunto e o tornará importante, valioso e de grande aceitação para todas as raças.
    O povo brasileiro precisa valorizar a sua própria cultura e não querer tudo o que acontece do lado de fora.

  2. Elaine Maria novembro 23, 2011 às 4:15 pm #

    O assunto é importante e merece toda a atenção necessária para que o povo brasileiro se valorize mais. A escola como meio de trasmissão conhecimento tem que cada vez mais buscar implementar nos currículos, disciplinas que facilite o trabalho na questão do preconceito que ainda é muito forte, mesmo entre os professores, que precisam muitas vezes aceitar-se e aceitar o outro.

  3. Daiany novembro 23, 2011 às 4:35 pm #

    O povo brasileiro precisa valorizar a sua cultura e mostrar ela para nova geração.

  4. Elaine Maria novembro 24, 2011 às 4:04 pm #

    A escola precisa reconhecer que ela é o meio para ajudar o povo brasileiro a conhecer e valorizar a sua cultura, pois a sala de aula é um lugar propício para trabalhar esta diversidade de maneira que todos entendam o quanto é importante esta aceitação de todas as raças.

  5. AMANDA ROSEMBERG VIEIRA dezembro 11, 2011 às 9:26 pm #

    Interessando so nao se pode trabalhar o tema como algo diferente se torna um preconceito!
    O importante e o professor abranger a todas culturas!

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