Dilma Rousseff tem ressaltado que deseja inaugurar uma nova etapa nas relações com a China

23 ago

Nova etapa – Desde que desembarcou em Pequim para sua primeira visita ao gigante asiático, Dilma Rousseff tem ressaltado que deseja inaugurar uma nova etapa nas relações bilaterais e dar um salto qualitativo no modelo existente – o qual já permitiu elevar o comércio entre os dois países de 2,3 bilhões de dólares em 2000 a 56,4 bilhões de dólares no ano passado.

Nos últimos dois anos, a China tornou-se o principal destino das exportações brasileiras e o maior investidor no país – postos que haviam sido ocupados nos últimos anos por, respectivamente, Estados Unidos e Espanha. Os investimentos chineses estão centrados nas áreas de petróleo, tecnologia agrícola e produção de soja.

“Precisamos ir além da complementaridade de nossas economias para favorecer uma relação dinâmica, diversificada e equilibrada”, disse a presidente Dilma Rousseff no encerramento do fórum que reuniu os 240 empresários que a acompanham na viagem e dezenas de executivos chineses. “A transformação da agenda (exportadora) com produtos de maior valor agregado é o desafio para os próximos anos e um dos pilares para a sustentabilidade da expansão do comércio bilateral”, completou.

Até agora, as exportações do Brasil para a China consistem essencialmente em commodities, em particular soja, minério de ferro, petróleo e celulose.

Os dois países que – ao lado da Rússia, Índia e agora África do Sul – integram o bloco dos BRICS e cujos presidentes vão se reunir na quinta-feira na ilha de Hainan (sudeste da China) compartilham interesses e visões para construção de uma nova ordem internacional em fóruns como as Nações Unidas (ONU), o G20 (o grupo das 19 nações mais desenvolvidas do mundo mais a Europa) e a Organização Mundial do Comércio (OMC), bem como nas conferências sobre o clima.

Na declaração conjunta divulgada ao final do encontro, os dois países manifestaram apoio à reforma ampla da ONU, incluindo o aumento da representação dos países em desenvolvimento em seu Conselho de Segurança como prioridade. Uma vaga permanente no Conselho de Segurança é uma antiga aspiração do Brasil.

(com AFP e Agência Estado)

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